Fundação Municipal de Cultura Prefeitura de Belo Horizonte

DE 15 A 22 DE OUTUBRO

Perfil - FAN 2017

FUNK na Roda do FAN

Neste sábado, dia 21, às 18h, acontece no CRJ – Praça da Estação/ Centro – o debate FUNK na Roda FAN, com as participações de Luisa Nonato, Mc Teffy Angel, DJ Marcelo Mattos. A roda de conversas levanta questões sobre a discriminação das manifestações culturais ligadas à periferia e à juventude negra e oriunda das favelas.  Após o debate tem baile com DJ Coladinho, DJ Bianca, DJ Marcelo Matos, DJ Pitty Latuf, DJ Caio, DJ Marquinho MPC, DJ PH da Serra, Bob Nei Depois dos Trinta (rapper). Toda a programação oficial é gratuita.

Sinopse do debate

Assim como a capoeira, o samba, o soul e outras manifestações culturais ligadas à comunidade negra, o funk, considerado a primeira música eletrônica legitimamente brasileira, sofre perseguições e são associados à violência pelos meios de comunicação que reforçam estereótipos retratando-o como uma “arte menor” ou, nem mesmo, o consideram como arte.

A criminalização da cultura do funk faz parte de uma prática que vem dos tempos do Brasil Colônia, quando a “Lei da Vadiagem (1890) perseguia formas de sociabilidade e lazer da classe trabalhadora, sobretudo negra, no período pós-abolição.

O funk, assim como o Hip Hop, constitui a nova identidade periférica, representa a possibilidade de jovens pobres, negros e negras, moradores e moradoras dos aglomerados e favelas se afirmarem enquanto sujeitos produtores de cultura, de uma cultura que não necessita e nem pede o aval dos críticos para existir e resistir. Muito mais do que um estilo musical, o funk é um conjunto de referências culturais afro e quilombolas.