Fundação Municipal de Cultura Prefeitura de Belo Horizonte

TEMPORADA FAN 2016 – NEGRITUDE EM FOCO

de outubro a dezembro de 2016

Curadoria

A curadoria em um festival é responsável por definir o conceito que norteará o tema do evento. A partir do tema  são estabelecidos participantes, programação e locais em que o festival será realizado. A função da curadoria no FAN é a de colaborador no conhecimento e reconhecimento das artes e culturas negras no Brasil e no mundo para composição de uma programação que guarneça a cidade.

Para composição da programação do festiva,l as experiências dos curadores no universo negro das artes, culturas, ações afirmativas, educação e religiões de matriz africana são fundamentais para formatação de um festival diversificado e coerente.

O curador procura estabelecer um link entre os cidadãos, artistas, Prefeitura de Belo Horizonte e demais instituições parceiras.

 

Curadores

PrintRosália Diogo: É jornalista, escritora e pós-doutora em antropologia social. Morou em Moçambique e na Espanha, onde concluiu o pós-doutorado na Universidade de Barcelona. Entre outras publicações, Rosália é autora dos livros “Mídia e Racismo” (2004) e Rasuras no Espelho de Narciso- educadoras negras e a crítica à representação de negros/as na mídia (2008). É professora titular da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, Secretaria Municipal de Educação, SMED. Conselheira do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial.

 

 

PrintDenilson Tourinho: Ator, pós-graduado em Africanidades pela UNB e produtor cultural. Recebeu o Troféu “Mês da Consciência Negra” pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de Contagem e o “Prêmio Educar para a Igualdade Racial” pelo CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), São Paulo. Atualmente integra vários espetáculos belorizontinos de arte negra que têm participado de vários festivais e mostras em todo Brasil, como o musical “Madame Satã” resultado do Oficinão Galpão Cine Horto.

 

 

PrintIbrahima Gaye: É cônsul honorário do Senegal em Belo Horizonte e diretor geral do Centro CulturaL Casa África. É bacharel em economia pela Escola Superior de Lamine Gueye e Interprete entre o governo Senegales e o governo Brasileiro para organização do Festival Mundial de Artes Negras. Foi curador do Festival AfroBrasil em Belo Horizonte + 7 cidades mineiras e da Noite do Griot 2010.

 

A delicadeza dos encontros

Em tempos de insistentes desrespeitos  às diversidades sexuais, de  gênero, de raça e de etnia,  propomosEncontros no Festival de Arte Negra – FAN . A ONU institui que a cultura de matriz africana  tenha a sua  visibilidade devidamente recortada, justamente a partir deste ano que se inicia a Década dos Afrodescendentes.  Belo Horizonte reafirma  a sua política de Promoção da Igualdade Racial, cultivando, ativando e realizando o FAN há vinte anos.

A capital que desponta o horizonte da bela Minas Gerais tem sido, desde o lançamento do FAN/2015, em maio, palco de vários Encontros com as produções culturais da cidade, do interior do Estado, de outros Estados e países.  São nas encruzilhadas que encontramos os laços que unem o continente  africano ao Brasil.  A cada dia se fortalecem as ricas culturas que sustentam as nossas identidades: as africanas, as afro-brasileiras,  as indígenas, as ciganas as  européias, as culturas globais, enfim.

Que sejam interrompidos os caminhos lineares, monoculturais, para que os Encontros com as diferenças sejam a tônica do FAN/ 2015.  Que sejam intensos e verdadeiros, os Encontros com o novo, com o velho, com a tradição, com o contemporâneo,  com a vanguarda, com o desejo, com a alegria de ser e estar no mundo.

Para todos nós, Ubuntu ( Sou quem sou porque somos todos nós! ).

 

Denilson, Ibrahima e Rosália