Fundação Municipal de Cultura Prefeitura de Belo Horizonte

TEMPORADA FAN 2016 – NEGRITUDE EM FOCO

de outubro a dezembro de 2016

Histórico

Ao longo de seus vinte anos de existência, o Festival de Arte Negra vem se consolidando como evento de grande importância para o estado de Minas Gerais, tanto no que tange à valorização das culturas de matrizes africanas quanto à democratização do acesso aos bens artísticos, contribuindo, além disso, para a internacionalização da capital mineira, a movimentação da cadeia produtiva do setor e a promoção da diversidade cultural.

1995 – O Festival de Arte Negra – FAN nasceu em Belo Horizonte, integrando as celebrações do tricentenário da morte de Zumbi dos Palmares, herói nacional e símbolo da resistência cultural da população negra do Brasil. O evento movimentou a cidade, que assistiu, fascinada, a ocupação de suas ruas, praças e teatros, por artistas oriundos de diversos pontos da África e das diásporas negras.

2003 – A partir da segunda edição, o FAN ganhou caráter permanente, com periodicidade bienal. Da mesma forma reforçou a sua contribuição enquanto difusor da arte negra no Brasil e a sua fundamental importância para se compreender a origem e a inserção das diversas vertentes das culturas de matrizes africanas.

2005 – A terceira edição do festival teve como tema “Re: Territórios Negros”, remetendo às diversas estratégias de ocupação e reconfiguração do espaço urbano, desenvolvidas no passado e no presente pelas populações negras da cidade, e foi estruturada em três eixos: “Reconfigurações Urbanas”, “Corporalidades” e “Palavra, Imagem e Mídia”.

2007 – Na quarta edição, que aconteceu entre os dias 9 e 27 de novembro, o FAN voltou novamente o seu olhar para a África, em especial para a parte ao norte da linha imaginária do Equador. Dentre os motivos que elegeram este recorte estava a oportunidade de apresentar um painel da diversidade de questões e proposições que os artistas e grupos sociais desta vasta região têm formulado no sentido de combinar tradição e modernidade, encontrando soluções para as problemáticas contemporâneas.

2009 – Por meio da arte e cultura, a quinta edição do FAN discutiu os caminhos para o desenvolvimento de um mundo melhor. Para tal reflexão, houve uma programação de espetáculos cênicos, musicais, oficinas, cinema, exposições e debates. A ideia foi envolver, durante sete dias, Belo Horizonte na ambiência propiciada pela arte proveniente de países africanos e de suas diásporas, representada por artistas, grupos, realizadores e pesquisadores do tema.

2011/ 2012 – A sexta edição do FAN que reuniu poetas, atores, músicos, dançarinos, cantores, artistas plásticos, artesãos, gestores culturais e pesquisadores ligados à cultura negra, fazendo do festival um evento de excelência. Somente entre os dias 29 de maio e 03 de junho de 2012, centenas de artistas se apresentaram nos palcos do Festival, que atingiu um público de aproximadamente 35 mil pessoas.

2013 – Com o tema “Um Lugar no Mundo: Afro-américa”, o festival ocupou diversos espaços da cidade com mais de 60 apresentações que duraram mais de 10 dias. A curadoria trouxe para a sétima edição um jeito mineiro, jeito do mundo. Um FAN que não é só para negro, mas para toda a cidade. Um FAN afro-mineiro, pois quanto mais mineiro, mais universais Minas e BH se tornam.

2015 – Em sua 8ª edição, que comemorou 20 anos em novembro de 2015, o Festival, sob o eixo curatorial Encontros, contou com a participação de cerca de 90.000 pessoas e consolidou suas ações na valorização e reflexão de questões estético-culturais ligadas à presença crítico-criativa da cultura afro-brasileira no mundo contemporâneo. Foram realizados na capital mineira shows musicais, espetáculos cênicos, exibições de cinema e atividades de formação, intercâmbio e reflexão, com entrada franca ou a preços populares.